A partir de 2024, a educação ambiental passou a integrar, de forma obrigatória, o currículo da educação básica no Brasil. A mudança foi oficializada com a sanção da Lei nº 14.926/2024, em 17 de julho, e amplia o escopo da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), vigente desde 1999. Agora, conteúdos relacionados às mudanças climáticas, biodiversidade e riscos socioambientais devem ser trabalhados de forma transversal nas escolas públicas e privadas do país.
Com foco na conscientização e no protagonismo infantojuvenil, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é uma das principais ações do governo federal para engajar jovens na pauta ambiental. Promovida pelos ministérios da Educação (MEC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a conferência mobiliza mais de 61 mil escolas e cerca de nove milhões de estudantes dos anos finais do ensino fundamental.
A etapa atual da CNIJMA, chamada “Conferência na Escola”, convida alunos e professores a refletirem sobre justiça climática e desenvolverem projetos de ação locais. Escolas que aderem à iniciativa elegem representantes para as etapas municipais, estaduais e, por fim, a nacional — prevista para acontecer entre 6 e 10 de outubro de 2025, em Brasília.
A professora Patrícia Carnasciali, coordenadora de educação ambiental em Pontal do Paraná, destaca que a conferência proporciona um aprendizado significativo e aproxima os alunos de temas cotidianos e urgentes. “Eles se sentem escutados e passam a cuidar mais do espaço escolar e até de casa”, afirma. No município, a educação ambiental ganhou ainda mais força com a “Lei do Currículo Azul”, que reforça o alinhamento com as diretrizes nacionais.
Além de promover a formação de cidadãos conscientes, a nova lei demanda investimento na capacitação de professores e produção de materiais didáticos. Projetos interdisciplinares e parcerias com instituições ambientais têm sido apontados como caminhos eficazes para tornar a sustentabilidade um eixo permanente nas práticas pedagógicas.
Com um histórico que já soma mais de 20 milhões de participantes em edições anteriores, a CNIJMA consolida-se como uma poderosa ferramenta para formar uma nova geração de brasileiros mais engajada e preparada para enfrentar os desafios ambientais do século XXI.
Fonte: Ministério da Educação (MEC)
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